Laos 2017-07-07T12:11:28+00:00

A Linda Surpresa do Laos.

11/05 – Entramos no Laos. No primeiro contato já percebemos que o Laos está melhor que o Camboja. As casinhas de madeira estão aos poucos sendo substituídas por casas de alvenaria. Aqui as pessoas não são tão curiosas. É cada um na sua, gostei disso. Como entramos tarde no Laos, logo arrumamos um hotelzinho, no dia seguinte, de fato começou o pedal de verdade.
Pedalamos uns 15km e chegamos na região das 4.000 mil ilhas. Ficamos em dúvida se íamos ou não visitar alguma dessas ilhas. Resolvemos passar uma noite, pois essas ilhas são cercadas pelo rio Mekong. Valeria muito a pena.
Botamos nossas bike num barco bambo e chegamos na ilha de Don Det. Chegando lá, algo lindo brotou dentro de mim. Sabe aquele desanimo todo que estava no Camboja? Desapareceu na hora. Minhas energias foram renovadas. Não podia acreditar no lugar que descobrimos e por pouco abrimos mão. Que energia maravilhosa aquele lugar emanava. Foi a segunda vez na viagem que me senti totalmente realizada. A primeira foi em Pokhara no Nepal. Cicloviagem é isso, surpresas lindas quando você menos espera. Tudo naquela ilha era perfeito. Achamos um bungalow lindo por 5 dólares. Pessoas simples, qualidade de vida total. Cachorros, búfalos, galinhas, patos, cabritas, porcos e gatos por todos os lados, livres. No primeiro dia caiu uma chuva deliciosamente refrescante, enquanto tomávamos uma Beer Lao, ao contrário da cerveja Camboja, essa é de ótima qualidade e não dá ressaca. Pensa num frescor absoluto, aquele vento frio de chuva e uma cerveja deliciosa. Estávamos no céu. O comércio era ótimo, tinha muita coisa boa para cozinhar.
Conhecemos ma brasileira que esta viajando sozinha, a Barbara, estava no Bangalow do nosso lado. Ficamos 6 dias intensos e muito bem curtidos por ali. Foi a segunda vez que tiramos férias. Minha vontade era de passar uns 3 meses por ali. Mas tivemos que partir. Que inveja eu senti quando vi o barco chegar na ilha com novas galeras e nós indo embora. Me deu uma vontade louca de viajar.
Que louco, não?
Seguimos viagem num calor louco. Na hora de diocampar, achamos uma cabana irada abandonada, perfeita. Perto tinha uma fabrica, enchemos nossa ducha, tomamos banho e dormimos muito bem e nem precisamos montar a barraca. No dia seguinte a mesma coisa, tomamos banho num restaurante e achamos outra cabana. Que parada incrivel, o Laos tem cabanas abandonadas por todos os lados. É só escolher. Que perfeito. Sem contar o transito ótimo que quase não tem carro e os caminhões só são autorizados a passar a noite. Que maravilha.
Chegamos na linda cidade de Pakse. Grandinha e organizada, arrumamos um hotelzinho e íamos passar uma noite. Seria uma noite se o Thiago não tivesse torcido o pé no meio-fio. O negócio ficou feio. Esperamos uns dias, se piorasse iriamos ter que arrumar um médico. Ficamos em Pakse por uns 5 dias sem poder seguir viagem. Até que o Thiago deu uma ideia. A melhor ideia do planeta. Ele sugeriu que esperássemos pela recuperação dele na linda ilha de Don Det, que ficava a uns 150 km dali. Eu quase chorei de tanta emoção, vamos nessa demais.
Deixamos nossa bike no hotel, pois a moça mega simpática disse que poderíamos deixar ali o tempo que quiséssemos. Pegamos um buzão e voltamos para a ilha da felicidade. Ficamos na mesma pousadinha que ficamos da outra vez. Tinha uma cadelinha bebê muito deliciosa lá chamada Happy. Vivia lá com a gente. E foi assim o restante do tempo que ficamos no Laos. Foi uma pena não podermos pedalar direito por lá, mas em compensação, ter ficado 20 dias naquela ilha foi muito demais. Nunca havíamos conhecido um país socialista. Gostamos muito! Querido Laos, obrigada por ter feito a gente não perder a fé na cicloviagem! 😉

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