Tailândia

Tailândia 2017-07-07T12:11:28+00:00

Tailândia e Suas Praias Paradisíacas.

26/02 – Entramos na Tailândia!  Esse país estava em nossos planos desde 2012. Pela primeira vez fizemos uma viagem para fora do Brasil, fomos para El Chalten, na Patagonia Argentina. Nunca tínhamos ido tão longe. Voltamos confiantes, com a certeza que poderíamos ir para qualquer lugar, bastava querer e agir. Começamos então a pensar na possibilidade de ir para Tailândia, só nas próximas férias. Acabamos deixando de lado essa ideia, em troca decidimos fazer uma cicloviagem pelo Ceará. Por causa dessa cicloviagem decidimos pedalar o mundo. E depois de passar por 14 países, chegamos ao tão sonhado país excêntrico. Chegar aqui foi mais uma vitória.  A gente fica bobo quando lembra que estamos aqui. É uma felicidade muito grande. Lemos num site de viagens uns depoimentos negativos de um pessoal que viajou por aqui. Na verdade sempre que a gente cria expectativa demais a gente se decepciona. Vamos deixar rolar.

Chegamos tarde na cidade de Satun. A gente gosta de sentir o clima do país antes de sair diocampando. Decidimos procurar um hotel. Uns ciclistas nos levaram até um hostel muito lindo. Mas tava salgado o preço. Perguntamos se poderíamos acampar por um preço menor. O cara aceitou, arrumou um espaço, pagamos bem mais barato. Fizemos isso nos 3 dias que ficamos em Langkawi, na Malásia. O quarto era 90 reais, o camping custou 10 reais por dia, se liga na dica. As vezes nem é camping, aí você pergunta se pode montar a barraca, se deixarem é lucro. Na Europa é difícil conseguir, quase impossível. Mas na Ásia tudo é diferente, o povo é simples. Acampar não é problema, diria que aqui podemos acampar em praticamente todos os lugares públicos. A noite fomos procurar lugar para comer, achamos uma feira muito boa, com muitas opções. Tem em toda a cidade, todo dia a noite. Eba!

27/02 – Nosso segundo dia de pedal na Tailândia foi muito bacana.

Pessoas nos cumprimentando, sorrindo. Estamos gostando. Pedalando por Satun, encontramos um setor de pedras muito legal. Quando a gente vê pedras grandes, só pensamos em escalada. A gente escalava muito em regiões próximas a Brasília. Depois que começamos a pedalar, não escalamos mais. Mas a gente gosta muito, apesar de não escalarmos mais nada, ahuahuahua. Entramos num parque com vários macacos, fui tirar foto, quando vi, veio um macaco na minha direção, super corajoso, geralmente eles saem correndo quando a gente se aproxima. Saí voada, fiquei grilada. Não sei se ele ia vir pra ficar de boa ou ia me atacar. Meu coração disparou. Não sei lidar com macacos.

28/02 – Passamos por lugares lindos. Encontramos um riozinho sussa exatamente na hora de procurar diocamping. O local era no meio da mata. Tomamos nosso banho e acabamos dormindo por aí mesmo. Tinha uma caverna incrível. Foi aí, o nosso primeiro diocamping na Tailândia. Acordei de madruga, tava super sonolenta. Olhei para o céu e entre as imensas árvores, vi estrelas ultra brilhantes. Jurava que estava sonhando, não liguei muito e voltei a dormir. No dia seguinte comentei com o Thiago. Ele teve a mesma sensação, achou que estivesse sonhando, mas foi real. Ter dormido naquela mata foi muito bom. Escutamos muitos animais. Acordamos cedinho e fomos nadar na caverna.

01/03 – Entramos num templo budista para apreciar as lindas imagens de Buda, eis que aparece um monge todo empolgado nos convidando para entrar no templo que até então estava fechado. Entramos, tiramos fotos e do nada ele pergunta se a gente não queria dormir lá e tomar banho. Ouxe, mas é claro. Estávamos naquele dia que o pedal não rende, aquele dia que a gente quer fazer qualquer coisa, menos pedalar. Kam nos encheu de mimos, toda hora trazia alguma coisinha para a gente comer. Uma gracinha. Ótima experiência. Pela manhã Kam nos deu mais alimentos. Pegou sua bolsa laranja, despediu da gente e foi para a sua aula de inglês. Mais uma vez rolou o quase choro da gratidão, quando o vi indo embora. Não cheguei a chorar, porque sou durona, mas o coração amoleceu muito.

02/03 – A Tailândia é um país muito lindo. Tem uma variedade de paisagens maravilhosas. Estava na hora do diocamping, decidimos chegar até a praia que estava próxima. Quando me deparei com essa vista colorida, fiquei boba. O Thiago foi logo explorar a região e eu não conseguia sair do lugar. A praia não tinha ninguém. Não tinha casa nem construção perto. Tinha um quiosque que só faltou estar escrito “Diocamping reservado para Diocá”. Vi várias árvores arrancadas pela raiz. Vi um banheiro destruído. Confirmamos depois que o tsunami passou por ali. E desde então aquele lindo lugar ficou abandonado. Acredito que foi o diocamping mais lindo da história da Diocá.

03/03 – Já tínhamos ouvido falar que acampar em templo budista era o canal nessa região. Mas a gente sempre deixa as coisas acontecerem. Já que tivemos nossa primeira experiência num templo budista, fomos convidados a dormir lá. Agora poderemos tentar em outros. Foi o que fizemos. Falamos com algumas pessoas até que chegou até o monge Rattapong. Ele não falava inglês, mas logo agilizou o salão da meditação para ficarmos. E da mesma forma que Kam, do outro templo, nos encheu de mimos. Nesse dia estava acontecendo uma importante comemoração do budismo. Participamos da cerimônia. Foi muito forte. Todos tinham um kit contendo flores, três incensos e uma vela. Ficamos dando voltas no templo e cantando o mantra. No final entramos no lindo templo para reverencia o Buda. Mentalizei a família, os amigos e as pessoas que mesmo que a gente não conheça, rezam por nós. Foi uma forma de retribuir as orações. Foi muito forte. Obrigada a todos.

05/03 – Fomos para Krabi e de lá pegamos um barco para Railay. Essa é um dos lugares onde e pega o barco para visitar as ilhas mais lindas da Tailândia, e do mundo. O problema é sempre aquele: tudo dominado pelos resorts. Só existe área plana perto da praia, atrás é tudo montanha. Procuramos algum lugar para acampar, mas era impossível. Por sorte achamos um quartinho barato, barato para aqueles padrões, em torno de 50 reais o casal. Alugamos um caiaque a 30 reais por 2 horas e fomos procurar psicoblocs (é uma modalidade da escalada, onde a segurança não é a corda nem o colchão (crash) e sim a água), você escala e se cair cai direto na água. Remamos por várias ilhas e não encontramos. Foi porque a maré estava super baixa, fomos na hora errada. Mas valeu demais o passeio, incrível. Nessa região o que mais tem é escalada. Foram as pedras mais lindas que já vimos. Se você for com o intuito de escalar, vai encontrar muita coisa legal. A gente só não empolgou porque tinha que alugar equipamentos e era meio caro. E como estamos fora de forma para esse esporte, preferimos não gastar com isso. Lindo lugar, se vierem para Tailândia não deixem de passar por aqui. Se inspirem com as fotos!

06/03 – Como não queríamos passar mais que dois dias em Railay por causa do preço alto, decidimos visitar todas as ilhas maravilhosas em um passeio só. As vezes vale a pena contratar alguma agencia de turismo do que fazer por conta. No caso em Railay, sairia muito mais caro se fizéssemos por conta. O passeio incluía: Bamboo Island, Chicken Island, Viking Cave, Pileh Laggon, Ko Phi Phi, Maya Bay (onde foi gravado o filme “A Praia”), snorkelling em dois tipos de corais diferentes, almoço, água e coca-cola a vontade. Tudo isso por 120,00 reais. Valeu muito a pena. Adoramos!

Estar em Maya Bay foi o máximo. Era o lugar mais esperado por nós. Chegar até aqui foi a realização de mais um sonho. A praia é maravilhosa, óbvio. Mas é lotadaça de gente, impressionante. Tivemos sorte de achar um espaço para tirar uma foto bacana. Passamos 1 hora e fomos embora. Não é permitido dormir na praia. Não tem nada construído. É uma reserva ambiental. Ótimo! Queria muito ter visto os planctons luminosos a noite, deve ser um espetáculo. Que emoção estar aqui!

07/03 – Pela estrada encontramos um lugar interessante para visitar. Tha Pom (Khlong Song Nam). Trata-se de dois canais de água, devido a sua localização, a água do mar e a água doce do rio se encontram quando a maré está alta. A cor da água é lindamente cristalina. É o lar de uma variedade impressionante de animais dos dois tipos de áreas florestais. Eles se ajustaram a conviver harmoniosamente. Como chegamos tarde, já estava fechado. Diocampamos perto e no dia seguinte fomos visitar. Não é permitido nadar. Nós entendemos! Apesar de queremos nos jogar naquela água maravilhosa.

10/03 – Perguntamos para um homem se podíamos dormir perto de sua oficina, embaixo de umas palmeiras. Ele pediu para o Thiago subir em sua moto e o levou até um templo budista. Pow a gente nem quer ficar abusando muito dos templos, mas é tão tranquilo dormir neles e tem tantos por aqui. Acabamos dormindo nesse templo maravilhoso. O templo ficava dentro de um barco, tinha até um lago cheio de carpas. Maravilhoso demais. Detalhe que começou a chover e ficamos embaixo de uma cobertura.

11/03 – Niver do Gui, meu sobrinho e afilhado. Te amo Gui, parabéns. Os dias estão muito quentes. Bateu aquele desanimo. Vida de cicloviajante é legal, mas não é fácil. Quando estávamos na Turquia e no Nepal, passávamos muito frio na estrada e ficávamos com medo de acampar e passar frio a noite. Desejávamos o calor e o sol escaldante. Chegamos na Malásia e o sol estava escaldante. Curtimos por um tempo. Entramos na Tailândia e esse sol fica cada vez mais quente. Chegamos a conclusão de o clima perfeito para pedalar é aquele que curtimos na Espanha. Um leve friozinho com um sol brilhante. Não dá para pegar uma praia, mas não importa. A gente passa por umas três praias diferentes por dia por aqui na Tailândia e não entra na água do mar, não refresca, só te deixa mais preguento. Frio extremo é gostoso para curtir férias num quarto quentinho. Calor extremo é bom para curtir férias num quarto fresco com ar condicionado. Depois de passar o dia inteiro pedalando diante desse sol por tanto tempo chega uma hora que cansa. Você fica com preguiça e um pouco irritado. Mas é preciso ter força para continuar. É preciso sentir frio para dar valor ao calor, é preciso sentir calor para dar valor ao frescor. Por que a gente não pode simplesmente não sentir frio nem calor? Desculpem o desabafo! Mas nem tudo são flores. Se fosse não teria tal graça.

12/03 – Depois de passar por um dos dias mais quentes, fomos recompensados. O que a gente mais esta gostando na Tailândia, são das lagoas, rios e cachoeiras que encontramos pelo caminho. Quando fizemos a cicloviagem pelo Ceará, o que mais tinha era lugar para nadar e se refrescar. Sentíamos muito falta disso. Pois nos 15 países que passamos somente na Tailândia estamos podendo aproveitar disso novamente. Achamos um rio azul cristal muito lindo. Passamos o dia nele. Tinha diversas barraquinhas com comidas variadas. Muito gostoso. Acampamos no posto de gasolina, tinha até internet.

13/03 – No caminho achamos alguma instituição do governo que a gente não sabia exatamente o que era. Vimos um quintal jóia e decidimos entrar e tentar um diocamping. Logo o segurança Sombat veio nos atender. Não falava inglês e bastou a gente apontar para a barraca para ele entender o que queríamos.Foi logo falar com o chefe, que liberou nosso acampamento. A instituição era tipo o DNIT do Brasil. No dia seguinte, a esposa dele, a Nuanjan, e a amiga dela, Montha, foram lá para nos conhecer. Nos levaram para a casa e nos deram um belo café-da-manhã. Na hora da foto, Sombat colocou até a farda para ficar mais bonitão. Tinha uma doguinha pulguenta linda lá. Toda assanhada. Não podia me ver que já se arreganhava para eu fazer carinho. Totosa!

15 – 16/03 – Sobre as hospedagens na Tailândia. Quando ler a palavra resort nas placas de entrada dos hotéis, não vá achando que você vai encontrar uma hospedagem cara não. Num dia quente, estávamos muito cansados e decidimos ficar num hotel. Passamos por um que dizia ser resort. Como era num lugar lindo, mas as casinhas eram simples, resolvemos perguntar o preço. Era em torno de 50 reais o casal e conseguimos baixar para 40 reais. O atendimento foi ótimo, tinha até café-da-manhã. O problema foi a noite na hora de dormir. Apareceu um rato gigante e comeu nossa comida. Acordar de madruga e saber que tem um rato ali é tenso. E ele voltava sempre. Perder o sono por isso? Não. A verdade é que hospedagem boa e barata na Tailândia são os motéis. Isso mesmo. Você passa uma noite por 30 reais com ar condicionado, quarto limpinho, cheiroso e não corre o risco de ver rato a noite. Claro que só se encaixa para quem tiver viajando acompanhado. Chegar lá sozinho vai ficar estranho, ahuhuaua. Para saber se é motel, é só ver se tem o numero 24 na placa, é a única coisa que rola de identificar. Ahh Ásia, fazendo você a conviver em harmonia com os animais asquerosos.

17/03 – Dica importante: quando for dormir em templo budista, jamais durma com os pés apontados para o Buda. Para eles os pés são a parte mais suja do corpo. Podem perceber que os monges rezam com a sola dos pés viradas para trás. Íamos dormir do lado errado. Mas um senhor simpático nos avisou que a gente tava de vacilação. Em todo lugar que você for entrar, seja templo, mercado ou casa das pessoas, tire os sapatos. O engraçado é que esses lugares não são tão limpos. Então a gente tira o tênis, a meia, entra no lugar com o pé limpinho e acaba saindo com o pé sujo. Mas o importante é respeitar. Nos templos a gente sempre tira os sapatos, mas em mercados, a gente pergunta antes se pode entrar de tênis, eles deixam sem problemas. Dormimos numa cidade muito bacana. Clima ótimo, crianças por toda parte curtindo a praia no fim da tarde. Feira com várias comidas gostosas. Parque grande, todos felizes, uma beleza!

19/03 – Passamos por uma casa de uma família, um senhor nos ofereceu cafe, tinha um menininho lindo e educado. Família muito legal! Lembram daquele casal francês queridíssimos que conhecemos no Nepal? Antony e Caroline, do 400 jours. Foram eles que nos indicaram aquele hotel roots, que tinha a manjedoura e talz. Encontramos eles de novo aqui na Tailândia. Adivinhem onde marcamos o encontro: num templo budista. Nesse mesmo dia marcamos com outro casal, uma brasileira e um inglês que estão viajando naquela bike dupla tandem, Luísa e Tom. Pena que se perderam e não foram. Uma monja velhinha linda, a Kulap, tratou de nos dar um belo jantar, com direito a sobremesa, um din-din de abacaxi grandão delicioso. Ela era muito boazinha, cuidou da gente como se fossemos seus netos. Ela dava uma risadinha muito bonitinha. A noite conhecemos a Nakoa, que nos convidou para irmos em seu restaurante no dia seguinte. Tivemos um ótima noite de sono.

Pela manhã, Kulap nos deu comida. Resolvemos então irmos para o restaurante que fomos convidados. Nakoa nos deu siri, ostra e outras coisas deliciosas, de graça. Ficamos um tempo lá e cada casal seguiu seu rumo diferente. Foi ótimo! Esperamos encontra-los de novo na América do Sul. Mais uma sequência de fartura de comida. O Diocamping da vez foi no quintal de outra família. Ainda bem que a professora Waralee falava inglês. Nos convidou para jantar com sua família. Para a sorte do Thiago, não tinha peixe, mas sim um porco delicioso. Muito obrigada.

24/03 – Fomos acampar em um resort. Achamos essa cabaninha dando mole, ficamos por 10 reais. Passamos 4 dias. Nem foi preciso montar a barraca. E durante esses 4 dias caiu uma tempestade sinistra. Primeiros dias frescos na Tailândia. Teve uma noite que dormimos até de casacos.

 

29/03 – Ainda na Tailândia…

Passamos a noite num posto de gasolina. Além de filar um espaço para dormir a gente ainda fila a internet. Sem contar que nessa rede de postos sempre tem 7 Eleven, que é uma rede de mercados. No início a gente não encontrava nada de interessante para cozinhar, acontece que lá já vem tudo pronto: comida, sanduíches, você compra e eles esquentam no microondas. Depois que descobrimos um macarrão ao molho branco pronto, só passamos a comer ele. Ainda vende uma salsicha deliciosa gigante com queijo cheddar dentro. Agora o mais legal de todos é o Yakult de 700ml. A gente bebia em torno de duas garrafas por dia, não nos fazia mal algum. Só por curiosidade: existem mais filiais do 7 Eleven do que Mc Donalds no mundo, inacreditável.
No caminho encontramos um chinês mucho loko chamado Ringo, sim, igual dos Beatles. O encontro foi rápido ele logo saiu pedalando na nossa frente, ficamos para trás. Na hora do diocamping encontramos um lugar muito bonito. Era tipo um hotel com várias casinhas. A praia não era das mais bonitas, mas o lugar é muito tranquilo e agradável. Dá muita dó de ver essas casinhas jogadas, sem uso. O único morador que encontramos nos arrumou uma varanda top para acamparmos, também nos arrumou uma ducha para dormimos limpos. Aliás nunca mias ficamos sem banho. Não tem como, o calor está muito forte, dormir com o suor de um dia inteiro de pedal seria insuportável. Foi uma noite ótima!

31/03 – O pedal foi muito, mas muito gostoso. Entramos no Parque Nacional Khan Sam Roi Yot. Uma estrada linda com muitas rochas maravilhosas pelo caminho. Rocha da boa para escalar. Subimos por uma trilha até o topo de uma montanha, o visual foi incrível. Conseguimos até enxergar o local onde dormimos na noite passada. Fomos visitar a famosa caverna Phraya Nakhon. Dentro da caverna tem um pequenino e lindo templo, foi construído em 1890. Os reis da Tailândia costumavam visitar esse lugar. Pela manhã a luz do sol esfumaçada entra diretamente no templo, formando uma paisagem surreal. Uma pena termos ido pela tarde. Foi nesse lugar que colocamos os primeiros nomes que contribuíram com a nossa vaquinha. Foram os que contribuíram até o dia 31/03. Mas calma que estamos gravando tudo. Conhecemos um casal suíço (Sabine e Ivo) que nos indicaram um café bacana que poderíamos acampar sem custo nenhum. Chegamos nesse café e não deu outra. A simpática Jiaranai nos recebeu muito bem. Ela tem um café e aluga parte de sua casa para temporada. Tem uma piscina ótima, não cobra nada para quem quiser acampar lá, e ainda pode usar a piscina. Jiaranai é um bom exemplo de vida que pretendemos levar. Mora num lugar bonito e tranquilo, se dedica ao seu café, é professora de yoga e leva uma vida simples e gostosa. Muito sábia, já morou no Canadá e no Vietnã e disse que passaria o resto de sua vida naquele lugar. Passamos duas noites lá. Na última noite aconteceu um fenômeno chamado halo, que é um círculo de luz grande em volta da lua. Perfeito!

02/04 – Seguimos ruma a cidade de Huan Hin. Pelo caminho encontramos uma praia bem bacana, tinha até uma via de escalada. Vimos uma arara linda com a cara do Brasil. Ela estava solta e não voava, provavelmente cortaram parte de suas asas para ela não voar. Triste demais.
Chegamos na cidade de Huan Hin, uma cidade grande linda, bem turística. Nessa cidade decidimos que íamos pegar um trem direto para Bangkok, daria uns 200km, pois várias pessoas disseram que além do transito ser perigoso, nesse trecho, as paisagens se resumiam em prédios. Como o vagão que levaria as bikes só estaria disponível no dia seguinte, íamos ter que arrumar hospedagem.
Tentamos o bombeiro, não rolou. Tentamos camping num hotel, não rolou. Fomos procurar hotel barato. Entramos numa rua bem animada, cheia de bares e cores. Achamos um quarto por 30 reais e percebemos que estávamos na verdade na rua da putaria. Muitas garotas de programa por todos os lados e muitos gringos velhos. Elas mexiam até com o Thiago, comigo do lado. Tenso! O turismo sexual na Tailândia é bem forte.
03/04 – Acordamos 04:30 da madruga, pegamos um trem e fomos para Bangkok. Pedalamos por lá até chegar em alguma guest house, até que foi tranquilo. A noite fomos dar um rolé na famosa Khao San Road. Ouvi dizer que encontraríamos diversas bizarrices loucas nessa rua. Rodamos, rodamos e nada aconteceu. A galera vai lá enche a cara e só. Ah sim, várias pessoas oferecem ingresso para o famoso Ping Pong Show, onde as meninas lançam bolinhas de ping pong pela xoxota. Desculpe, não me agrada. Mas confesso que eu fiquei curiosa. Thiago comeu um escorpião, disse que tem gosto de óleo velho, achou horrível. Coisas para gringo gastar seu dinheiro. E também ninguém oferece drogas, como todo mundo pensa. A real é que depois que você conhece a Índia, nada mais te surpreende.
Passamos 3 noites por lá.

07/04 – Deixamos Bangkok e fomos ruma a cidade de Ayutthaya, é a antiga capital da Tailândia. Foi fundada em 1350, e destruída em 1767 pelo exército do Mianmar. Eles decapitaram todas as estátuas do Buda. Hoje é Patrimônio da Humanidade. A cidade é incrivelmente linda. Cercada por canais e muito verde. Muito agradável. Lá o ideal é fazer passeio de bike. Tem diversas lojas de aluguel de bike. É tudo muito lindo. Adoramos muito essa cidade.

10/04 – Saímos de Ayuttaia, o pedal estava bem palha. Só passamos por cidades grandes, zero natureza. Com isso o calor fica muito mais forte. Muito quente. Dormimos num templo budista, só para dar uma variada.
12/04 – O pedal foi fresco e mais interessante. Passamos por várias lojinhas de moveis feitos com bambus, lindos. Fomos parar numa cidade e achamos um hotel que tinha o quarto mais lindo do planeta. Nesse dia começou a comemoração do ano novo deles. É uma grande festa na rua, onde todo mundo sai tacando água em todo mundo. Para comprar comida tínhamos que passar pelo meio da rua que tava rolando a festa. Até que eles respeitaram a gente. Vimos até uma briga rolando e sangue no chão. A galera deve ficar muito bêbada, aí acaba dando merda mesmo.
Concluindo: a Tailândia é um país realmente lindo. Foi uma honra poder pedalar 1.500 km por um país com uma natureza deslumbrante. Foi o país em que mais tiramos fotos. O álbum da Tailândia é o mais colorido. Poder ter dormido em vários templos budistas foi a experiência mais fantástica que poderíamos ter tido. A gratidão por tudo é imensa. Para fechar com chave de ouro, estávamos quase entrando no Camboja, uns policiais nos chamaram. Nos deram água gelada, biscoitos, café e ainda deram duas marmitas para comermos mais tarde. Eu achava que essa enorme bondade fosse coisa de monge, mas não, é coisa de tailandês. São todos do bem. Que felicidade! Adeus país maravilhoso!
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