Turquia

Turquia 2017-07-07T12:11:30+00:00

Turquia – Um país que com certeza voltaremos! País maravilhoso! Pessoas incríveis! Amamos a Turquia!

06/11 – Dia de entrar no décimo primeiro país, Turquia. Estávamos um pouco apreensivos. A gente ouve dizer coisas negativas, tipo que turco tratam mal as mulheres. Quando chegou na fronteira um filme não saia da minha cabeça, Expresso da Meia Noite. É a história real de um jovem americano que foi pra Turquia, inventou de tentar levar 2 kg de haxixe para os Estados Unidos, ele não era traficante, era estudante, porém foi pego antes de entrar no avião. Ficou 4 anos preso na Turquia e quase não saiu vivo de lá, comeu o pão que o diabo amassou. O filme apresenta os turcos como se fossem pessoas cruéis e perversas. Esse filme é sensacional, você assiste do inicio ao fim na maior tensão. A fronteira foi a mais bonita que passamos. Os policiais estavam revistando um carro, mandaram retirar tudo de dentro dele. Na nossa vez, olharam nossas bikes, sorriram e nem pensaram em revistar. Assim que cruzamos a fronteira já sentimos uma grande diferença nas pessoas. Na Bulgária ninguém sorri, muito menos falam com você, em compensação são totalmente respeitosos no transito. Pois na Turquia, já chegamos com pessoas sorrindo e acenando pra gente. Tínhamos conseguido warmshower na casa de um dono de loja de bike, e fomos pra lá, na cidade de Edirne. Avistamos a primeira mesquita, linda! Encontramos a loja e conhecemos o Engin, um coroa super simpático e gentil. Nos lembrou o pai de um grande amigo nosso, Seu Alair, que é super simpático e gentil também, isso fez gostar ainda mais de Engin. A noite, o amigo de Engin, o Osman que mora com ele, nos deu janta. Ficamos totalmente a vontade. To começando a gostar dos turcos.

07/11 – Íamos embora, mas Engin chamou uma amiga pra nos falar sobre o Iran. A noite Engin nos levou a um bar para escutar musica turca. Junto foi seu amigo Anil e sua namorada. Ele perguntou se nós queríamos dar um role pela city amanha, aceitamos, ou seja, vamos ficar mais um dia. Junto com a gente, um casal croata, Nada e Tom, que estavam fazendo uma viagem de moto elétrica ficaram hospedados lá na casa do Engin, que deixou seu próprio quarto para eles, o bichinho gente boa viu!

08/11 – Conhecemos a cidade toda de Edirne, primeiro fomos na Mesquita Selimiye, entramos pela primeira vez, só entra descalço e com um lenço.  Depois fomos visitar o Forte de Edirne, do Império Otomonao, onde ocorreu a Guerra dos Balcãs. Impressionante como o exercito turco tinha as manhas, o forte era subterrâneo e todo coberto de grama, impossível de perceber que era um forte. Hoje é um museu, muito bem cuidado com bonecos. Tem algumas salas que você entra começa a rolar uns sons de bombardeio, dá mó medo. Muito legal! Depois do forte, visitamos Beyazid II Külliye Health Museum, trata-se de um conceito arquitectónico otomano que designa um complexo de edifícios centrados em uma mesquita, foi construído em 1488 pelo sultão otomano Bayezid II. O complexo funcionou por mais de 400 anos. Seus métodos de tratamento para doenças mentais era muito interessante, usavam a música, sons de água e aromas para tratar esses doentes. Também tinha uma sala da terapia ocupacional, os doentes ficavam fazendo alguma atividade para dar uma relaxada. Era também uma escola de medicina. Como o turco cuida bem das suas coisas, esse hospital estava impecável, com a decoração maravilhosa, parecia que estava na época mesmo. Senti falta desse cuidado na Bósnia e na Sérvia. Passamos também pela arena onde rolam as famosas lutas turcas Yağlı güreş, ou seja luta de azeite, eles se lambuzam de óleo e vão lutar. Deve ser engraçado. Fomos visitar a Universidade de Trakya, tomamos um café e voltamos. Ufa! Anil foi cabuloso demais! Foi muito bom conhecer isso tudo, íamos embora e perder isso tudo. Muito obrigada Anil!

09/11 – Foi difícil mas conseguimos ir embora, Engim queria porque queria que seu amigo nos acomapanhasse, mas dissemos que não era necessário. Pois no caminho avistamos um ciclista se aproximando, era o amigo de Engim, mas ele ia pedalar 80 km, então dissemos que poderia ir na frente, pois nos pedalamos mais devagar. Como ainda não tínhamos conseguido couch nem Warm, ficamos em um hotelzinho numa pequena cidade.

10/11 – Pedalamos rumo a cidade de Luleburgaz, pois havia um couch esperando por nós. Encontramos Ilker, professor de inglês. Bom demais conversar inglês com um professor, porque ele tem paciência para nos entender, e quando ele fala a gente entende bem. Conversamos a noite toda e a cabeça nem forçou muito. Ele foi dar aula e nos deixou com sua família, enquanto sua mãe Fátma preparava o jantar, do nada a amiga dela Hafize levou a gente para dar uma caminha no quarteirão, foi engraçado. Que jantar maravilhoso! Depois fomos encontrar Ilker na escola e fomos tomar um chocolate quente dos deuses. Tivemos uma noite de sono mega confortável.

11/11 – Ilker saiu cedo para trabalhar. Tomamos cafe com sua mãe. Mermão, turco come bem demais, tá doido. Ontem no jantar ficamos cheios, e hoje no cafe da manha ficamos lotados. Que fartura gente. No caminho encontramos o amigo do Engin que tínhamos encontrado na estrada, voltando. Não conseguimos nenhum Couch nem Warm na cidade de Çorlu, ficamos em hotel. A cada hotel que ficamos dói o bolso. Frio não é legal pra gente, muito menos para o nosso bolso. Sem contar que a gente fica meio preso. Não dá para ter a liberdade que tínhamos, só seguindo e acampar quando cansar. No frio, tudo tem que ser bem planejado.

12/11 – A caminho da cidade de Silivri, encontramos alguns vendedores de frutas na estrada. Eles pediram para pararmos pra gente experimentar um melão. Estava delicioso, não íamos comprar, mas como eles nos deram um pedaço falei com o Thiago pra comprar. Antes de avisar que íamos comprar, um deles nos da um melão de presente e um outro vem com mais 3. Ganhamos 4 melões deliciosos. Saímos de la e logo passamos por um posto abandonado, avistei um cão bebê e tratei de ir la falar com ele. Ele veio todo serelepe. Na mesma hora um homem nos chamou para tomarmos um chá. Seu nome é Osman, ele mora no posto. Ele tem essa cadelinha, a Katia e uma gata linda, chamada Missy. Os animais eram muito bem cuidados, estavam cheirosinhos e eu não parava de agarrá-los. Demos um melão pra ele e ele nos deus 2 frutas. Deu nossa hora, nos despedimos e fomos embora. Pedalamos por uns 100 metros e lembramos que tínhamos esquecido as frutas que ele nos deu. Thiago voltou e viu que eles já estava vindo correndo com as frutas nas mãos. Ao entregar as frutas, Osman deu dois beijinhos no Thiago, muito comum por aqui. Thiago percebeu que seus olhos estavam marejados. Isso partiu nosso coração. Ter visitado sua casa, foi muito importante para aquele homem tão sozinho, pois foi mais importante para nós. Momentos assim é que faz a viagem ter sentido.
Chegamos na cidade de Silivri, onde tinha um Couch nos esperando. Chegamos até o endereço, mas não conseguíamos encontrar, tentamos entrar em contato, mas não deu certo, uma dica importante pra quem usa couch e warm, sempre peçam o telefone e a localização no google maps. O jeito foi procurar um hotel, ah nemmmm. Um cara na rua, nos sugeriu um hotel barato e nos explicou onde ficava. Rodamos, rodamos e nada de achar, era meio longe, mas conseguimos. Perguntamos o preço, a recepcionista disse que era 50 liras turcas, mais ou menos o valor do real. Achamos meio caro porque não tinha internet nem café da manha, mas aceitamos. Fui pagar e ela me avisou que era 50 por pessoa, putz grila, que merda viu. Agora ficou caro demais, mas já estava tarde. Ok, bora ficar então. Chegando no quarto, os lençóis estavam imundos, com vários fios de cabelo diferente. Fui lá na recepção e perguntei se por acaso tinha lençóis limpos, tinha. Fui tomar banho e adivinha, a água estava gelada. Thiago foi la reclamar, a mulher disse que os aquecedores eram solares e que nem sempre tinha agua quente. Tava mó frio, impossível tomar banho gelado. Saímos fora daquela birosca. Fomos procurar outro hotel, vimos um bem chique, era um dos únicos, fomos lá, o cara fez por 90 liras. Pelo menos tinha, agua quente, calefação, internet e café da manha. Poxa vida, no verão é tudo tão mais fácil. Frio é bom, mas quando você tem uma casa quente pra ficar.  Isso porque o inverno mesmo nem começou. Deixa rolar.

13/11 – Choveu o dia inteiro, o lance é encarar a chuva se não, não rola de sair do lugar. Chegamos na cidade de Buyukcekmece, e graças a Deus no local combinado, Ahmet chegou para nos encontrar. Ele é do Warmshower. Fomos para sua casa, sua mãe preparou um jantar maravilhoso. Seu pai é bonzinho demais, percebíamos que ele estava bem ligado pra saber se estavámos a vontade ou se precisávamos de alguma coisa. Mais uma bela noite de sono!

14/11 – Acordamos cedo, tomamos um farto cafe da manha e fomos encontrar com Ahmet em seu trabalho. Ele nos deus boas dicas sobre Istambul. Muito obrigado por tudo, Ahmet.
Chegamos em Istambul, eu nunca vi uma cidade tão grande, pedalamos uns 50 km só passando por cidade, to sentindo falta da natureza. Achamos um hostel bem bacaninha, com quarto compartilhado. No quarto tinham 2 garotos da Argélia. Demos um rolé a noite, mas o tempo tava feio. Tomamos algumas cervejas no hostel mesmo. Sem contar que é tudo bem caro no centro de Istambul. A cidade é muito linda!

15/11 – Acordamos animados, pois Istambul tem muita coisa bacana pra conhecer, eu estava disposta a conhecer tudo. Chegando na Basílica de Santa Sofia, era a que eu mais queria conhecer pois muita coisa aconteceu ali. Foi construída em 532, era uma igreja católica romana, em 1.453 o sultão Mehmed a transformou em uma mesquita, hoje em dia é museu. É muito bacana a história dessa basílica, fiquei louca pra conhece-la bem. O problema foi o preço, 30 liras por pessoa. Com esse dinheiro a gente paga uma hospedagem. E esse preço era somente para a basílica, há inúmeros lugares históricos para conhecer mas tudo pago. Não entramos. É preciso entender que viagem é uma coisa e turismo é outra. Nós somos viajantes e não podemos gastar com o turismo. Com tanta coisa linda pra visitar de graça, não dá mesmo. Fiquei com muita vontade, mas soubemos entender isso. Fomos então visitar a Mesquita Azul que era de graça. Mas era sábado e íamos ter que esperar mais de uma hora no frio e na chuva.  Visitamos ela por fora mesmo. A noite chegaram mais 3 garotos no quarto, brasileiros. Uhuuuu! Meninos estudantes, fazem parte do programa Ciências sem Fronteiras, que programa bacana viu. Eles moram na Hungria e ficam viajando direto, conhecendo novos países curtindo demais no auge dos seus 20 e poucos anos. Que beleza!

16/11 – Hoje foi um dia importante. Atravessamos para o continente asiático. A cidade de Istambul é a única que abrange dois continentes, Europa ficou para trás. Obrigada a todos que cruzaram nosso caminho e nos fizeram pessoas mais felizes. Foi tudo muito maravilhoso e inesquecível.
Quando estávamos em Edirne, conhecemos um amigo do Engin, chamado Caner. Trocou poucas palavras com a gente e já nos convidou para ficar em sua casa quando fossemos para Istambul, na parte asiática. Claro que aceitamos e esse dia chegou. Achamos fácil seu endereço. Conhecemos sua esposa, a Deniz e foi rápida a sintonia entre ela e nós dois. Ela é muito parecida com a gente. Demos uma relaxada, jantamos e ficamos conversando! Eles tem um gato chamado Tonton que tem a cara mais engraçada de todas. Que noite agradável!

17/11 – Íamos embora, mas quando dissemos que íamos Deniz fez uma cara de tristeza tão grande, que nos sentimos a vontade de ficar mais um dia. Já que tava tão gostoso, pensa num apezinho confortável e lindo. Ficamos, assistimos Cidade de Deus, passamos o dia relaxando, que beleza viu! Que dia agradável. A noite esperamos o Caner voltar do trabalho, preparamos um strogonoff delicioso, eles gostaram bastante! A noite antes de dormir, tivemos a impressão de estarmos sendo observados. Quando vimos, era Tonton, nos espionando pela brecha da porta!

18/11 – Como ja havíamos combinado com um warmshower, tivemos que partir. Pela manha ainda demos uma relaxada, ficamos preguiçando um tempão, fomos sair só as 15:00 sendo que tínhamos combinado as 18:00 eram 50 km e nem sabíamos se ia ter muita subida, pedalamos como loucos. Foi bem difícil deixar a Deniz. Pela primeira vez senti falta de falar um bom inglês, pois queria muito ter conversado direito sobre mais coisas. Também queria que ela morasse no Brasil, perto da gente! Chegamos no local combinado com 10 minutos de atraso, ufa! Conhecemos o Musab, gente boa demais, mora sozinho. Nos recebeu muito bem. Tivemos um belo jantar.

19/11 – Acordamos 6:40 da madrugada. Minha nossa, tinha esquecido o quanto levantar muito cedo era ruim. Lembrei da minha vida de trabalhadora. As vezes tudo o que eu queria era poder dormir por mais 1 horinha, tinha vezes que eu acordava totalmente desanimada e pensava: será que minha vida vai ser isso para sempre? Eu gosto muito de trabalhar, da mesma forma que gosto muito de dormir. Mas a vida que eu levava eu trabalhava e não dormia o suficiente. Por isso escolhi por ter uma qualidade de vida melhor. Gente, como é bom poder dormir, a gente se priva dos maiores prazeres da vida, pra mim, dormir é um deles. Eu não sou dorminhoca, mas eu gosto de poder acordar naturalmente. E trabalhando daquela forma eu nunca consegui.
Tivemos que pegar um barco novamente para ir em direção a cidade de Bursa. O pedal não rendeu muito, estávamos cansados. Como estava cedo ainda, resolvemos lavar as bikes no posto. Com 1 lira lavamos as duas bikes. Como a gente estava la no posto bem na hora do almoço, os funcionários do posto nos convidaram para almoçar. Que beleza! Tava delicia de mais! Com 1 lira lavamos as duas bike e ainda almoçamos. Ainda ganhamos chocolates de um cara que viu as bikes. Legal!
Como o tempo estava melhor, decidimos que íamos procurar um diocamping. Avistamos um restaurante recém abandonado, tinha um espaço perfeito. Tinha algum morador na parte de cima, fomos perguntar se podíamos acampar ali, mas ele não deixou. Andamos mais um pouco e achamos, O Diocamping. Era um lugar surreal, parecia uma mini vila de gnomos, com estruturas de madeira rústica. Tudo muito lindinho. Montamos a barraca na primeira estrutura, coberta. Na segunda fizemos nosso jantar, tiramos umas 50 fotos. De madrugada caiu a maior chuva e estávamos de boa protegidos, a cozinha serviu de garagem para as bikes, coberta também! Ainda bem que não deu certo no restaurante, lá nem tinha cobertura.

21/11 – Chegamos na cidade de Bursa. O Ibrahim do couch nos esperava. Muito gente boa, cabeça aberta. Engraçado que todos os turcos que conhecemos, com exceção de um, são ateus. Inbrahim mora com um amigo num ap bem grande. Nos preparou um jantar farto delicioso, tá foda viu, estamos ficando muito mal acostumados com tanta gentileza na Turquia. Ficamos 3 noites lá.

25/11 – Depois de 3 noites em Bursa, chegou a hora de seguir viagem. Tava um frio lascado, minha nossa! Tá difícil mesmo. Íamos em direção a cidade de Inegol, subidas e mais subidas. Mesmo no frio decidimos acampar. Fomos a um posto pedir pra acampar la, o cara apontou um local perto de uns conteiners. Fizemos uma sopa e fomos dormir. A barraca demora pra esquentar, tivemos que dormir com os casacões, bem desconfortável. Dormimos bem!

26/11 – De manhã começa a chover bastante, putz! E o medo de alagar tudo de novo. Quando deu uma trégua, arrumamos as coisas bem rápido e fomos para o posto. Estávamos preparando nosso cafe da manhã, quando um funcionário do posto nos chamou pra ficar lá dentro e usar o fogão do posto. Expliquei onde dormimos e ele questionou porque não dormimos lá dentro do posto. Poxa era pra ter falado com a pessoa certa. A chuva não parava, até que eles nos colocaram na sala da lareira, quentinha, ai que delícia! Decidimos seguir na chuva, a cidade ficava a uns 20 km, só de subida. Enfrentamos. Gravamos um video falando das dificuldades e declarando que tínhamos que ser fortes e seguir. 5 minutos depois um caminhão tenta contato. Num espaço ele parou e nos ofereceu carona. Sem pensar duas vezes aceitamos, somos fortes mas não somos bestas. A gente não fica muito apegado ao somente pedalar. Uma caroninha as vezes vai bem sim! O caminhoneiro é o Orham, gente boa demais. Parou num posto, comprou várias coisas gostosas pra gente. O mais engraçado foi ele preparando o Çay e dirigindo ao mesmo tempo. Fomos dançando o caminho inteiro, felizões! Querido Ohram, você não sabe o tamanho do galho que quebrou pra gente, muito obrigada! Fizemos um video muito legal sobre esse acontecimento, confira abaixo. Chegamos em Eskiserir, estava fazendo 2 graus. Minha mão começou a doer de frio. Achamos um hostel massa!

Pegamos um ônibus direto para Ankara, capital da Turquia. Nosso plano é fugir do frio o mais rápido possível. Ficamos 2 dias na casa de um casal do Irã, professores de inglês. Adel e Atefeh. Muito legais, ficamos com muita vontade de ir pro Irã, depois de tantos depoimentos positivos de pessoas que passaram por lá. Mas além de ser bem burocrático para conseguir o visto, lá tá frio também. Pra onde iremos, não sei! Só queremos encontrar o sol novamente! Pois é ele que deixa nossa viagem mais linda e mais liberta! É bom demais poder seguir e parar na hora que quisermos e acampar em qualqer lugar, sem medo de morrer de frio.

29/11 – Ainda em Ankara, na Turquia. Devido ao frio intenso, burocracia para entrar no Iran e em outros países ali perto, decidimos então que iríamos pegar um vôo para Índia. Fomos até Ankara para conseguir o visto, chegando lá soubemos que o visto é feito somente pela internet, caraca a gente é meio burro as vezes viu, nem pesquisamos as coisas direito. Fizemos tudo direitinho e vamos esperar a aceitação do visto por e-mail. O casal iraniano Adel e Atefeh fizeram um gostoso café da manhã iraniano para a gente. Demos uma enroladinha e fomos procurar um hostel, pois a gente já tinha passado duas noites lá e não arrumamos outro couch. Pedalamos até perto da rodoviária, pois iríamos para Istambul no dia seguinte. Chegando lá estava lotado e os outros hostels também estavam lotados. Hotel lá é muito caro, então decidimos que pegaríamos o ônibus mais tarde e assim passaríamos a noite nele. Lá pelas 18:00 chegamos na rodô e esperamos lá até a meia noite. Na hora de colocar as bikes no ônibus, o motorista encrencou dizendo que não ia levar. Sem falar turco, avisei que tinham duas bikes e que iríamos sim embarcar. Aí tira roda da frente, tira roda de trás, tira isso e aquilo, bota bike em cima da outra ainda colocam uns itens pesados em cima dela, putz grila, porque alguns motoristas de ônibus odeiam tanto bicicleta? Que saco. Enfim, depois do estresse fomos rumo a Istambul.

30/11 – Chegando na rodô de Istambul, estava chovendo. O ônibus parou no meio do nada, sem cobertura. Lá vai a gente pegar cada pedaço da bike, rodas, alforges, tudo debaixo de chuva e de noite ainda, sorte que tava menos frio. Montamos as bikes e fomos pedalar rumo ao hostel, aquele mesmo que ficamos da outra vez. A rodô era longe, pedalamos na chuva, quando chegamos no hostel estávamos encharcados. Chegamos lá as 09:00h e tivemos que esperar até 11:00h no frio para poder entrar no quarto.  Quando a gente entrou no quarto quentinho e tomamos aquele banho fervendo, a gente esquece de todo o perrengue na hora! Dormimos…

Compramos as passagens e dia 05/12 estaremos na Índia, eithaaaa malucooooo!

02/12 – Fomos para a casa da Deniz e o Caner. Foi muito legal a forma que eles nos receberam, Caner até tocou uma corneta imaginária quando abriu o portão. Ah gente, que alegria poder voltar a encontrar pessoas que a gente amou ter conhecido. Reencontramos Tonton, o gato mais mal-humorado da Turquia, ahuahauhaua. Vimos um filme sérvio mais lombrado de todos. Chamado “Tempos dos ciganos”. Muito massa.

03/12 – Passamos o dia relaxando, assistimos Expresso da Meia-noite, nada melhor do que ver esse filme estando no local onde tudo ocorreu. Também assistimos Cheech e Chong para morrer de rir um pouco. E mais um dia o querido casal nos proporciona um belo dia de descanso.

04/12 – Saímos da casa da Deniz, as 17:30 rumo ao aeroporto. Adeus casal, certeza que voltaremos para a Turquia, pois amamos demais esse país. Lindo lugar e lindas pessoas. Quanto amor! Pedalamos 30 km, chegamos na hora certinha, fizemos o check-in despachamos as bikes, deu o peso exato nem precisou pagar excesso de bagagem, wow! Descobrimos assim o quanto de peso carregamos: em torno de 40 kg cada um, incluindo as bicicletas. Fizemos uma conexão em Dubai, na Arábia Saudita e depois seguimos para a Índia.

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